Tecnologia sustentável com DNA curitibano

Historicamente, o brasileiro tem um estilo de adoração ao carro, aquela figura do dono do automóvel que acorda cedo ao domingo para lavar, polir e bajular seu veículo. Mas para entender melhor a revolução de ordem econômica e sustentável do carro elétrico, é preciso saber que, além de ter uma vantagem em relação ao combustível, ele também destaca melhor eficiência.

Com olhos para as transformações da mobilidade urbana, a Hitech Electric, representante da Região Metropolitana de Curitiba, é a primeira marca brasileira de mobilidade elétrica. Seu fundador, o engenheiro mecânico Rodrigo Contin, conta que a startup nasceu oriunda da Hitech Racing, equipe brasileira de automobilismo fundada em 2009 e que competiu por 8 anos no automobilismo nacional e internacional. “Resolvemos aplicar o know-how que ganhamos em mais de 20 anos – 8 destes como empresa e mais 4 em passagem internacional por categorias preliminares à F1 – desenvolvendo as mais modernas tecnologias em materiais, eletrônica e geração de dados”.

Fomentada com capital próprio desde 2016, a iniciativa vem ganhando cada vez mais destaque nacional com o desenvolvimento de parcerias sólidas. “Busquei contato com fundos de investimento, mas, acima de tudo, busquei investidores no conceito smart-money – grupos que tenham muita afinidade com o projeto”, explica Contin. Atualmente, a empresa destaca em seu portfólio 4 modelos, todos de uso urbano, compactos, sustentáveis e práticos, por serem recarregáveis em tomada 110-220V.

Segundo o CEO da Hitech Eletric, a empresa tem contrato de exclusividade com duas montadoras chinesas para produção e fabricação dos produtos. “Essencialmente, nossa produção é feita fora do país, mas os modelos são trabalhados e customizados exclusivamente para o mercado brasileiro, atendendo as demandas locais”, detalha. A novidade curitibana ainda tem como público-alvo o mercado empresarial, para uso externo, como frotistas e compartilhamento, mas a solução também vem sendo procurada por usuários que pretendem aderir ao veículo elétrico. “Trata-se de um caminho sem volta. Quanto mais alto o preço da gasolina, maior o potencial existente”, adianta.